quarta-feira, 29 de julho de 2015

Varizes e o medo da cirurgia

Criei esse BLOG pelo simples motivo de orientar ou ajudar quem sofre da patologia venosa.
         Por cerca de 20 anos convivi na sociedade com vergonha de mostrar as pernas. E aos poucos as manchas aumentavam e as dores também.
Um dos empecilhos era o medo da cirurgia a falta de confiança em alguns médicos (Angiologistas) da minha cidade. 
Umas das vezes passei por consultas e encaminhamentos ao cardiologista, anestesista e ainda programei a cirurgia. Período em que ouvi muitas histórias que me fez desistir.
As dores só aumentavam e efetivei o meu desejo de resolver o problema. 
Conheci a médica Marisa Sato, de Lins, que ofereceu atendimento humanizado, atenção e o principal: competência.

         Aí resolvi passar pela cirurgia, que ocorreu no dia 25 de junho de 2015. 


OS PASSOS
           
Oito meses antes da cirurgia dei passos importantes que, talvez, tenha proporcionado efeitos benéficos no período de recuperação.
Mudei alguns hábitos alimentares – passei a me alimentar com mais qualidade.
Iniciei uma fase com exercícios leves – caminhadas e alongamentos
Consequentemente emagreci um pouco.


Semana da Cirurgia
        
Marcação 




Dias antes da cirurgia voltei ao consultório médico para tirar dúvidas sobre a cirurgia. Coisas simples, sobre a alimentação na véspera e a preparação. Nada de misterioso e diferente de outras cirurgias, a não ser o medo comum do ser humano.

         Na véspera voltei ao consultório para realizar as marcações (foto).

O dia da Cirurgia - 25 de junho


Cheguei ao Hospital às 6 horas da manhã.
após anestesia(rack), apaguei.
Segundo a médica foram 4 horas de cirurgia.
Lembro-me que acordei perto do meio dia, quando a equipe já finalizava a inclusão das faixas.
Para quem vê o resultado é assustador. A impressão é de que algo muito grave aconteceu. A cirurgia é importante e de risco, mas as faixas oferecem imagens muito desconfortáveis.
Próximo das 14 horas cheguei ao quarto e aí começa a fase de recuperação.
Preparando para vestir a meia

Às 18 horas chegou o jantar. O pouco que comi devolvi no próprio prato. Fiquei envergonhado, mas é consequência da anestesia. Foi o que informaram. 
Mais tarde um chá e uma bolacha caiu bem.
Próximo das 22 horas ainda não consegui urinar, também um sintoma da anestesia. "A anestesia deixa a bexiga preguiçosa", ouvi da médica.
O martírio seguiu até a madrugado. O meu parceiro de quarto também sentia as mesmas dificuldades. Entre algumas tentativas consegui aliviar em gotas. Só pela manhã que a bexiga voltou ao normal.

Saída do Hospital


Parte dos curativos saem posteriormente

Sem me prolongar é preciso valorizar o atendimento recebido pelos profissionais de vários setores do Hospital UNIMED Lins. No período que estive por lá fui muito bem atendido.
Pela manhã, logo às 6h45min, a médica deu alta e após um banha leve, retiraram as faixas e parte do micropore, vestiram em mim a meia 7/8, pezinho na cadeira de rodas e tomei o rumo do carro.